A <i>Tyco</i> pede e o Estado dá
O Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas exigiu ao primeiro-ministro que suspenda a atribuição dos apoios do Estado português à multinacional Tyco Electronics, aprovados na reunião do Conselho de Ministro de dia 23. «O Governo, sem qualquer rigor e sem avaliar ou conhecer a natureza dos projectos, delapida os dinheiros públicos em “doações” à Tyco», acusa o SIESI/CGTP-IN, numa nota que divulgou segunda-feira à comunicação social.
O contrato de investimento com a multinacional, cuja minuta foi aprovada na semana passada, prevê um investimento de 23,4 milhões de euros, para expansão da fábrica, em Évora, com vista à produção de três novos modelos de relés. Segundo o Governo, envolve a criação de cinco postos de trabalho e a manutenção de 1485, e irá contribuir para o desenvolvimento do cluster do sector automóvel em Portugal, através da instalação de equipamentos, que irão permitir que os produtos com a mais recente tecnologia passem a ser fabricados em Portugal. Explica ainda que se trata de bens e serviços de carácter inovador.
Já o sindicato baseia a sua exigência no facto de não estar em curso qualquer investimento em novos produtos na Tyco Electronics. Os três novos modelos de relés, referidos pelo Governo, «já estão em produção na empresa há oito meses» e são produtos que não apresentam «qualquer inovação tecnológica ou qualquer modificação significativa nos processos de fabrico».
A alegada criação de cinco postos de trabalho «é uma farsa». Afirma o sindicato que «a gerência da Tyco, desde o próprio dia 23 de Outubro», quando o Conselho de Ministros aprovou o contrato de investimento, «está a pressionar dezenas de trabalhadores permanentes para rescindirem os contratos de trabalho».
Por outro lado, e «mais grave, ainda», é a diferença entre o número de postos de trabalho a manter, segundo o Governo, e o número que fora referido, em Junho, pela Câmara Municipal de Évora. Nota o SIESI que a autarquia «contemplou a multinacional com várias isenções fiscais, a pretexto de manter 1537 postos de trabalho e de criar mais dez». O «objectivo» do Governo, afinal, vem admitir a eliminação de 52 postos de trabalho.
Para hoje o sindicato tem agendada uma reunião com a gerência da Tyco, onde deverão ser debatidas questões ligadas ao emprego e à forma como vão ser utilizados os apoios públicos.
O contrato de investimento com a multinacional, cuja minuta foi aprovada na semana passada, prevê um investimento de 23,4 milhões de euros, para expansão da fábrica, em Évora, com vista à produção de três novos modelos de relés. Segundo o Governo, envolve a criação de cinco postos de trabalho e a manutenção de 1485, e irá contribuir para o desenvolvimento do cluster do sector automóvel em Portugal, através da instalação de equipamentos, que irão permitir que os produtos com a mais recente tecnologia passem a ser fabricados em Portugal. Explica ainda que se trata de bens e serviços de carácter inovador.
Já o sindicato baseia a sua exigência no facto de não estar em curso qualquer investimento em novos produtos na Tyco Electronics. Os três novos modelos de relés, referidos pelo Governo, «já estão em produção na empresa há oito meses» e são produtos que não apresentam «qualquer inovação tecnológica ou qualquer modificação significativa nos processos de fabrico».
A alegada criação de cinco postos de trabalho «é uma farsa». Afirma o sindicato que «a gerência da Tyco, desde o próprio dia 23 de Outubro», quando o Conselho de Ministros aprovou o contrato de investimento, «está a pressionar dezenas de trabalhadores permanentes para rescindirem os contratos de trabalho».
Por outro lado, e «mais grave, ainda», é a diferença entre o número de postos de trabalho a manter, segundo o Governo, e o número que fora referido, em Junho, pela Câmara Municipal de Évora. Nota o SIESI que a autarquia «contemplou a multinacional com várias isenções fiscais, a pretexto de manter 1537 postos de trabalho e de criar mais dez». O «objectivo» do Governo, afinal, vem admitir a eliminação de 52 postos de trabalho.
Para hoje o sindicato tem agendada uma reunião com a gerência da Tyco, onde deverão ser debatidas questões ligadas ao emprego e à forma como vão ser utilizados os apoios públicos.